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Braga IT

NewsCore9 de outubro de 2026

FinOps: além do saving, investir com inteligência

Cortar o desperdício da nuvem é só a primeira metade do FinOps. A segunda é decidir para onde vai o dinheiro que deixou de ser gasto.

A conta de nuvem cresce mês a mês, e poucas empresas conseguem explicar por quê. Por isso o FinOps costuma ser apresentado como uma disciplina de economia: encontrar o desperdício, cortar e mostrar o saving. Está certo, mas é pouco.

Quem para na economia perde a melhor parte. O orçamento de TI raramente cresce na velocidade das demandas, e o valor que deixa de ser gasto com o que não gera resultado pode financiar o que faz o negócio avançar. Além do saving, investir com inteligência.

Onde o dinheiro se perde

O desperdício em nuvem quase nunca é uma decisão. Ele se acumula em silêncio:

  • Máquinas maiores do que o uso real exige.
  • Ambientes de teste que ninguém desligou.
  • Armazenamento esquecido, como discos sem uso e cópias antigas.
  • Recursos que rodam o ano inteiro pagando preço cheio, quando um compromisso com o provedor reduziria o custo.
  • Licenças de software atribuídas a quem já saiu ou acima do que a pessoa usa.

Nada disso entrega valor ao negócio. É dinheiro que sai todo mês sem que ninguém tenha escolhido gastá-lo.

O saving é o começo

Não se corta o que não se enxerga. O primeiro resultado do FinOps é saber quanto se gasta, onde e por quem.

Laisa Viaro, Team Leader e especialista em Cloudability da Braga IT

A ordem importa. Primeiro vem a visibilidade: todo o gasto atribuído a uma área, a um projeto ou a um cliente. Depois, a otimização contínua, com revisão mensal do uso real, ajuste do que está superdimensionado e remoção do que está parado. Em seguida, os compromissos de uso, que podem reduzir de 30 a 70% o custo do consumo estável. Por fim, a atenção às anomalias, para que um gasto fora do padrão seja tratado quando acontece, e não na fatura.

É uma rotina, e não um projeto. A nuvem muda, os compromissos vencem e o uso se transforma. Uma economia feita uma única vez desaparece em poucos meses.

Investir com inteligência

O passo seguinte é o que diferencia uma operação madura: decidir o que fazer com o valor economizado. Há dois caminhos, e os dois são válidos. O saving pode ser simplesmente saving, voltando para o caixa e melhorando o resultado da empresa. Ou pode ser reinvestido naquilo para que antes não havia orçamento.

A pergunta deixa de ser quanto conseguimos cortar e passa a ser o que podemos fazer com o que foi liberado.

Laisa Viaro, Team Leader e especialista em Cloudability da Braga IT

Quando a escolha é reinvestir, a empresa deixa de gastar com instâncias ociosas e armazenamento esquecido para investir em algo mais nobre. Alguns destinos comuns:

  • Inteligência artificial: os primeiros casos de uso, que quase sempre esbarram na falta de verba.
  • Automação: processos repetitivos que consomem horas da equipe.
  • Segurança: proteções que estavam na fila por falta de orçamento.
  • Modernização: a saída de sistemas antigos, que por sua vez reduz novos custos.

A conversa com o financeiro também muda. Em vez de pedir verba nova para inovar, a TI mostra de onde o dinheiro vem: do que ela mesma deixou de desperdiçar. O FinOps passa de centro de corte a fonte de financiamento.

Como fazer isso acontecer

São três movimentos. Medir, com um diagnóstico que mostra a economia potencial item a item, em valor. Decidir, combinando com a diretoria o destino do que será liberado, antes mesmo de cortar. E sustentar, com um ciclo mensal que acompanha tanto a economia quanto o investimento que ela financia.

Na Braga IT, o FinOps cobre ambientes multicloud, em Amazon Web Services (AWS), Oracle Cloud Infrastructure (OCI), Microsoft Azure e Google Cloud Platform (GCP), além do licenciamento Microsoft 365. Na nuvem, o trabalho é feito com o IBM Cloudability. No licenciamento Microsoft 365, usamos uma aplicação desenvolvida pela própria Braga, que mede o consumo real de cada licença. A economia aparece em valor no relatório mensal, pronta para virar decisão de investimento.

Economizar é bom. Saber onde investir o que foi economizado é melhor.

Alexandre ForchezattoCOO e CTO. Leitura de 5 min.

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